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Atualizado em 08/11/2013 - Notícias para informação e intercessão.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Igreja no Sudão enfrenta grande hostilidade

Mulheres sudanesas
Incentivados por chamadas do governo por um Sudão baseado nas leis islâmicas, desde que o Sudão se dividiu, os muçulmanos se opõem muito a uma igreja próxima de Cartum e têm atacado os cristãos que tentam continuar com sua construção.



A Igreja Sudanesa de Cristo (SCOC) é uma congregação em Omduman que continuou a se reunir aos domingos em um prédio sem teto, apesar da oposição dos muçulmanos e das autoridades locais.
Alegando que o cristianismo já não é mais uma religião que o país aceita, os muçulmanos atacaram os membros da SCOC que estavam empenhados na construção do prédio da igreja, disseram as fontes.
Muçulmanos do norte, onde vivem cerca de 1 milhão de cristãos desde a separação do Sudão, em 9 de julho, têm muito medo de que a potencial influência da Igreja na sociedade possa mudar o país.
“Eles querem reduzir ou até restringir o maior número possível de igrejas, de modo que possam pressionar ainda mais os cristãos da área”, disse um dos líderes de uma das igrejas da região, que pediu anonimato.
A SCOC vem tentando erguer seu templo há muito tempo, mas funcionários do governo e residentes muçulmanos têm usado táticas de atraso para evitar que isso aconteça. A SCOC da região ainda está tentando conseguir a permissão do governo islâmico de Cartum.
Em dezembro do ano passado, um mês antes da votação para a divisão do Sudão, autoridades declararam que, se o Sul se separasse, como se esperava, o Sudão iria alterar a sua Constituição para a Sharia (lei islâmica), e a língua oficial do país seria o árabe.
FonteCompass Direct
TraduçãoLucas Gregório

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Entenda a sharia, lei islâmica que vai ser adotada na Líbia pós-Kadhafi


Anúncio do Conselho de Transição preocupa comunidade internacional.
Países adotam de formas diferentes leis inspiradas na vida de Maomé.


O Conselho Nacional de Transição responsável pela formação do novo governo da Líbia, após a morte do ditador Muammar Kadhafi, anunciou que o país adotará a sharia (lei islâmica) como fonte da legislação, o que provocou o temor de países ocidentais de que o país se volte para o extremismo religioso.

"Quero certificar a comunidade internacional de que nós, líbios, somos muçulmanos moderados", disse o chefe do conselho, Mustafa Abdel Jalil, para tentar tranquilizar a comunidade internacional em pronunciamento na segunda (24).

Apoiadores do líder Mustafa Abdel Jalil vibram ao ouvirem seu discurso na noite desta segunda (12), em Trípoli (Foto: Francois Mori/AP)
Apoiadores do líder Mustafa Abdel Jalil vibram ao ouvirem seu discurso na noite desta segunda (12), em Trípoli (Foto: Francois Mori/AP)


O debate sobre a adoção da sharia ou de um sistema secular (não religioso) voltou à tona este ano, após a onda de levantes no mundo árabe que já derrubou regimes ditatoriais na Líbia, Tunísia e Egito e ajudou partidos muçulmanos a chegarem no poder.
Criada centenas de anos após a morte do profeta Maomé, o sistema de leis é o mesmo que rege todos os outros aspectos da vida de um muçulmano. A questão é que há, nesse conjunto de regras, princípios fixos (que versam sobre questões mais pessoais, como casamento, ritos religiosos, heranças etc.) e princípios mutáveis (como, por exemplo, penas para diferentes tipos de crimes), que podem ser interpretados e aplicados de acordo com a vontade de cada país ou corte.
“Ditadores que estavam no poder, em geral, não se apegaram muito à sharia. Eles estavam mais interessados em leis que beneficiassem a eles próprios. Na Líbia, por exemplo, era um código redigido pelo próprio Kadhafi, o Livro Verde”, explica o xeque Ahmad Mazlloum, vice-diretor da Assembleia Mundial da Juventude Islâmica (WAMY) no Brasil.
A lei é baseada no Alcorão, o livro sagrado do Islamismo, e na biografia do profeta Maomé, considerado o mais devoto dos seguidores, cuja a vida inspirou estudiosos a reunirem os princípios, conhecido como “hadith”.
InterpretaçõesDe acordo com um relatório do Council of Foreign Relations, como cada local tenta conciliar os costumes locais com o Islã, a literatura ‘hadith’ se desenvolveu em diferentes escolas, como a sunita e xiita, que se diferenciam pelo peso que cada uma aplica à forma como a sharia é interpretada.
Casamento e divórcio são os aspectos mais significativos da sharia, enquanto leis criminais são os mais controversos. De acordo com o xeque Ahmad Mazlloum, penas impostas em alguns países como chicotear um mulher por aparecer sem a vestimenta adequada em público não está na sharia, e sim um interpretação particular. “Penas desse gênero são penas duras para crimes considerados hediondos, como assassinato, adultério”, diz.
A Arábia Saudita, por exemplo, aplica uma das interpretações mais severas da sharia, com a proibição de mulheres de dirigir –que provocou um protesto de mulheres sauditas no início do ano em redes sociais-, tutela de filhos para homens em todos os casos, entre outros casos.
Há diferentes categorias de ofensas na sharia. Aquelas que têm punição prescrita no Alcorão, chamadas de 'hadd', são: sexo fora do casamento e adultério, falsas acusações de ato sexual infiel, consumo de vinho (que pode se estender a todo tipo de bebida alcoólica), roubo e assalto em estradas. As penas para essas ações incluem chicotadas, apedrejamento, amputação, exílio ou execução.
Sharia nas ConstituiçõesSegundo o vice-diretor da Assembleia Mundial da Juventude Islâmica (WAMY) no Brasil, além das diferentes interpretações, há assuntos sobre os quais não existe princípios na lei religiosa, como é o caso do trânsito. “Nesses casos, o governante tem a liberdade de legislar sobre o assunto.”
De maneira geral, a legislação tem sido incorporada nos sistemas políticos de três formas. Há os sistemas integrais, em que as nações colocam a religião em sua Constituição - e a sharia passa a ser sua fonte. São exemplos a Arábia Saudita, o Kuait e o Iêmen.
Há o sistema dual, usado pela maioria dos países muçulmanos, em que o governo é secular, mas aos muçulmanos é dada a opção de serem julgados por cortes islâmicas regidas pela sharia. É o caso, segundo o relatório do CFR, de países como a Nigéria e o Quênia. A Inglaterra autorizou em 2008 o uso de tribunais muçulmanos para casos de casamentos, divórcios e heranças.
O outro tipo de sistema é o secular, em que o governo se declara laico na constituição.

BRASIL: Escravo por (falta de) opção

Nosso comentário: O fim do Trabalho Escravo é motivo de oração para todos nós. Se a nossa mensagem é do Evangelho Integral então precisamos atentar para estas discrepâncias da sociedade. Quando o texto fala que a maioria são nordestinos, isso deve por um peso sobre nós de oração e ação!


Trabalho escravo de uma mulher na cana-de-açucar
Erich Vallim Vicente

A grande maioria dos problemas sociais brasileiros, desde a instauração da República, está ligada ao trabalho escravo. É, sem dúvida, a principal causa para o abismo entre ricos e pobres, alfabetizados e analfabetos, moradores de regiões centrais e periferia (ou, ainda, favelas). A prática de 300 anos importando mão de obra da África foi (e continua sendo) definitiva para o Brasil se criar enquanto nação e cultura. Fundamental, até, para a forma de como este povo pensa, trabalha e vê o mundo.

Por isso, faz-se necessária uma leitura cuidadosa do estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgado ontem, sobre o perfil de toda a cadeia do que, ilegalmente, ainda perdura no país: o trabalho escravo. Os pesquisadores do organismo internacional debruçaram-se sobre o perfil tanto do trabalhador escravo, dos intermediários e dos contratantes para entender melhor como funciona este comportamento, ligado aos primórdios da consolidação das leis trabalhistas e da defesa de quem labuta, dia e noite, em busca de melhores condições para si e seus descendentes.

O relato da OIT impressiona. Primeiro, devido à dimensão do trabalho escravo no país. Está, ainda, em todas as regiões, embora haja locais com maior (e outros com menor) ênfase na prática. Como informa a Agência Brasil, rede de notícias do governo federal, de acordo com o levantamento, o trabalhador exposto à escravidão contemporânea é homem, negro, analfabeto funcional, tem idade média de 31,4 anos e renda declarada mensal de 1,3 salário mínimo. A grande maioria, 77%, nasceu no Nordeste.

“Invariavelmente a aparência [dos trabalhadores] nas diferentes fazendas era semelhante: roupas e calçados rotos, mãos calejadas, pele queimada de sol, dentes não cuidados, alguns aparentando idade bem superior à que tinham em decorrência do trabalho duro e extenuante do campo”, descreve o relatório da OIT, ainda de acordo com a Agência Brasil.

Entre os dados mais expressivos está o de reincidência no trabalho escravo. Apesar de toda fiscalização, exercida em diversos âmbitos governamentais – em Piracicaba, por exemplo, é reconhecida a atuação do Cerest e dos técnicos da 15a Região do Ministério Público do Trabalho (MPT) –, há ainda um alto percentual de trabalhadores que, mesmo depois de serem retirados do local de trabalho, retornam à mesma condição meses depois. De acordo com a OIT, 59,7% das pessoas encontradas estão nesta condição.

Fica claro, a partir deste diagnóstico, que o Brasil ainda sofre com o seu mal da escravidão, por não proporcionar todas as condições necessárias para o escravizado sair desta condição, não só materialmente, mas também a partir do seu comportamento. Não consegue, assim, reverter a cultura da escravidão, essa que teima em permanecer no DNA do país.



Guia para combater o trabalho escravo - www.prime.org.br/mundoemissao/justicasocialbrasil.htm


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ÍNDIA: Crianças são proibidas de frequentar a Escola Dominical

Criança indiana
Estudantes de uma escola apoiada pela agência missionária Gospel for Asia foram expulsas de um vilarejo após reclamação dos pais.
Os estudantes tinham estabelecido um Clube da Criança, similar à classe de Escola Dominical, no vilarejo. Eles estavam se encontrando semanalmente com cerca de 50 crianças. O tamanho da classe forçou-os a procurar um maior espaço para acomodar o grupo. Então, eles pediram e receberam permissão para usar a escola local.
Um domingo, vários pais invadiram a sala de aula, discutindo com os estudantes da escola bíblica. Eles levaram os estudantes para fora da sala de aula e para longe das crianças que tinham assistido ao confronto. Só então, os estudantes entenderam as reais intenções dos pais. Eles disseram aos estudantes que não queriam que eles ensinassem às crianças sobre Jesus no prédio da escola.
Não querendo irritar os pais, os estudantes da escola bíblica concordaram em parar de ensinar na escola. Uma vez que há poucos outros locais suficientes para acomodar o grupo, o ministério Clube das Crianças está suspenso.
Os estudantes pedem para que nos juntemos a eles em oração para que o Senhor possa prover um novo local de reunião. Ore para que, neste meio tempo, as crianças mantenham Jesus à frente de suas mentes. Ore também pelo missionário Anish Tripathi, apoiado por Gospel for Asia e pastor de uma igreja no vilarejo onde isto ocorreu.
Os estudantes pedem oração para que tenham a coragem e a unção de Deus para prosseguirem no ministério, a despeito dos reveses.  
FonteGospel For Asia
TraduçãoGetúlio Cidade

NIGÉRIA: Grupo extremista islâmico mata outro cristão

O irmão Mark Ojunta
A violência na Nigéria está deixando os cristãos cada vez mais cansados e frustrados no Estado de Borno. A região ficou mais triste ao saber que o grupo islâmico Boko Haram matou um evangelista, três meses depois de matarem o pastor em Maiduguri.
Já em estado de alerta contra ataques do Boko Haram, que se originaram na região de Borno, os cristãos novamente se esconderam após o ataque contra Mark Ojunta, um evangelista de 36 anos que estava ministrando no meio do povo de Kodoko, com o Ministério Calvário (Capro). Ele foi assassinado em Maiduguri.
Amos Aderonmu, diretor internacional da Capro, disse que Ojunta morreu como um mártir no campo missionário. A Capro entendeu que os membros de sua equipe que trabalham com populações árabes estão na lista de pessoas a ser mortas pelo Boko Haram e, por isso, alguns foram evacuados, segundo Aderonmu.
“O irmão Mark levou sua família para fora da cidade, mas ainda voltou porque tinha que dar aula para alguns crentes no dia seguinte”, disse Aderonmu. “Foi nessa noite que o Boko Haram cercou o local onde eles estavam reunidos. Mark tentou fugir, mas não conseguiu.”
Em sua declaração, Aderonmu disse que, quatro dias antes da sua morte, Ojunta tinha recebido um convite para sair desse trabalho com as pessoas na Nigéria e ter uma posição administrativa na Capro Internacional, em Londres.
Aderonmu disse que Ojunta foi o primeiro mártir da Capro em seus 36 anos de existência como ministério. Ojunta era marido de Ema e tinha dois filhos: Kambe, de 3 anos de idade e Akira, de 9 anos.
FonteCompass Direct
TraduçãoLucas Gregório
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