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Atualizado em 08/11/2013 - Notícias para informação e intercessão.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Polícia usa gás para dispersar protesto de islamitas na Tunísia


Milhares foram às ruas pedir a imposição da Sharia, a lei islâmica.
Tunísia foi o berço da chamada Primavera Árabe.


A polícia da Tunísia recorreu a gás lacrimogêneo nesta sexta-feira (14) para conter milhares de manifestantes islamitas, entre os quais alguns que tentaram entrar à força no gabinete do primeiro-ministro, no centro da capital, Túnis.
Berço da Primavera Árabe, a Tunísia realizará na semana que vem uma histórica eleição que agora corre o risco de ser ofuscada pela crescente tensão entre islamitas e secularistas sobre os rumos que cada qual quer para o país.
O protesto começou de modo pacífico, com mais de 10 mil pessoas gritando 'Allahu Akbar!' (Deus é Grande) e exigindo a imposição da lei islâmica, a Sharia, na Tunísia. Foi a maior manifestação realizada até hoje pelos islamitas na capital.
Manifestantes deixam local após intervenção da polícia nesta sexta-feira (14) em Túnis, capital da Tunísia (Foto: AP)Manifestantes deixam local após intervenção da polícia nesta sexta-feira (14) em Túnis, capital da Tunísia (Foto: AP)
Quando a multidão se aproximou do gabinete do primeiro-ministro interino, Beji Caid Sebsi, alguns grupos tentaram romper a barreira policial.
A polícia antidistúrbios lançou gás lacrimogêneo e usou cassetetes para dispersar os manifestantes, que responderam lançando pedras contra os policiais.
Depois de cerca de meia hora a multidão se dispersou, ficando apenas um pequeno grupo de rapazes jogando objetos na polícia.
Testemunhas disseram à Reuters que houve protestos de islamistas em três outros locais da capital, cada qual reunindo milhares de pessoas.
Segundo os relatos, um grupo se dirigiu a uma estação de TV que recentemente irritou os religiosos conservadores por ter transmitido um filme que mostrava uma figura de Deus.
A Tunísia surpreendeu o mundo em janeiro quando protestos em massa derrubaram o presidente Zine al-Abidine Ben Ali. Sua revolução inspirou levantes similares no Egito, Líbia e Iêmen, entre outros países do mundo árabe, mudando o panorama político da região.
O país realizará em 23 de outubro eleição para a Assembleia que redigirá a nova Constituição. A votação está sendo considerada a primeira eleição genuinamente democrática no país.
Mas o processo alimentou as tensões entre os islamistas, que pela primeira vez estão livres para expressar suas opiniões, e os secularistas, os quais temem que seus valores liberais, modernos estão sob ameaça.
Da Reuters.

CHINA: Igreja doméstica em Suqian continua a ser perseguida


Cristãos chineses


Membros de uma igreja evangélica na região de Suqian estão sendo duramente perseguidos
A ChinaAid recebeu notícias de que além de o pastor Shi Enhao, líder de uma igreja doméstica em Suqian e vice-presidente da Aliança das Igrejas Domésticas Chinesas, ter sido condenado a dois de prisão e trabalhos forçados em julho deste ano, agora a irmã Chang Meiling, colega de trabalho da igreja, está sofrendo perseguição.
No dia 1º de outubro desse ano, a irmã Chang foi levada pelo DPS (Departamento de Segurança Pública) da região de Suqian e entregue ao Comitê do Bairro, onde foi presa dentro de sua casa, para que não pudesse sair e ir aos cultos domésticos.
Além disso, as autoridades difamaram o pastor Shi Enhao, dizendo que ele estava estruturando que ia contra o partido comunista, que está no poder. Agora a irmã Chang terá que ir uma vez a cada quinze dias ao comitê do bairro, para informar o que ela está fazendo.
Em 31 de maio de 2011, o pastor Shi Enhao e alguns colegas de trabalho foram presos. Entre eles, Shi Enhao e a irmã Chang Meiling foram colocados em celas e detidos por 12 dias, enquanto as outras pessoas foram liberadas.
A China Aid Association está denunciando as autoridades do município de Suqian, da província de Jiangsu, por estarem perseguindo continuamente essa igreja doméstica e por privarem a irmão Chang Meiling de ter os direitos e liberdades básicas de todo cidadão.
As igrejas domésticas têm crescido na China e forma rápida e tem a tendência de continuar se expandindo, apesar de existir uma intensa e continua perseguição contra cultos e reuniões realizadas secretamente.
FonteChina Aid Association
TraduçãoLucas Gregório

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Líder Supremo do Irã é chamado para analisar caso de pastor Yousef

Aiatolá Ali Khamenei - Líder Supremo do Irã
Enquanto o mundo aguarda a resposta final sobbre o caso de Yousef Nadarkhani, o Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, foi chamado para dar sua opinião sobre a possível sentença de morte para o pastor.



O possível enforcamento do pastor Yousef Nadarkhani, que está enfrentando a sentença de execução por se recusar a negar a sua fé em Jesus, atingiu os mais altos níveis do governo iraniano, pois o Líder Supremo, Ali Khamenei foi chamado para dar sua opinião sobre a possível sentença de morte para o pastor.
Mohammad Dadkah, advogado de Yousef, disse à CNN que Nadarkhani ainda está vivo e que o tribunal pediu que o maior líder religioso do Irã entrasse no debate. Embora Khamenei tenha a autoridade final em assuntos no Irã, tal movimentação é incomum para um caso que deveria ter sido decidido na segunda-feira (10/10).
Nadarkhani, líder de uma das maiores redes de igrejas domésticas do Irã, foi condenado por apostasia em novembro de 2010, uma acusação que ele pediu para ser revista pela Suprema Corte do país. Em julgamentos no mês passado, Nadarkhani se recusou a negar suas crenças em Jesus.
Após alguns julgamentos, o pastor Yousef foi acusado de ser sionista e ser uma ameaça para a segurança nacional. Mas o Supremo Tribunal do Irã apenas consta como acusação o crime de apostasia contra o pastor.
O caso atraiu atenção internacional, com governos de todo o mundo, incluindo Estados Unidos, Inglaterra e França emitindo declarações de preocupação quanto ao destino do pastor.
“Nadarkhani tem feito nada mais do que manter sua fé devota naquilo que acredita, o que é um direito universal para todos”, disse um porta-voz da Casa Branca. “As autoridades iranianas estão tentando forçá-lo a renunciar sua fé, o que viola os valores religiosos que eles alegam defender.”
FonteReligion Blog/ CNN
TraduçãoLucas Gregório

Jogador é detido na Arábia Saudita por exibir tatuagem de Jesus em público

O jogador de futebol colombiano Juan Pablo Pino, que joga na liga da Arábia Saudita, foi detido pela polícia do país por exibir em público tatuagens com motivos religiosos. O incidente ocorreu quando o atleta fazia um passeio por um shopping da capital da Arábia Saudita, Riad, acompanhado de sua mulher.

Ele vestia uma camiseta sem mangas que deixava à mostra uma tatuagem de Jesus Cristo em um dos seus braços.
De acordo com a imprensa do país, a imagem provocou indignação de várias pessoas que estavam no local, que começaram a insultá-lo, atraindo a atenção da polícia moral, encarregada de garantir o cumprimento das leis que regem o reino saudita.
O clube não quis comentar o caso, mas chegou a publicar declarações do atleta, que manifestou sua "profunda tristeza" pelo que houve e afirmou respeitar as leis do país. O colombiano disse que até comprou uma roupa muçulmana para sua mulher "para que ela saia de maneira respeitosa".
O jogador também acusou os torcedores de equipes adversárias de explorar o episódio para prejudicar o Al Nasr. Segundo informações divulgadas por jornais locais, a esposa do jogador está preocupada com a situação e até pediu para que seu marido deixe a equipe e saia do país.
O xeque Mohammed Nayimi, um dos clérigos mais respeitados do país, disse que as leis sauditas proíbem tatuagens, e que os jogadores têm que respeitar estas regras e escondê-las.
Ele chegou a pedir que os contratos dos jogadores estrangeiros tenham uma cláusula que os obrigue a respeitar a lei islâmica (sharia). O reino da Arábia Saudita é um dos países mais conservadores do mundo muçulmano, no qual se aplica uma versão estrita e rigorosa do islã, o wahhabismo
FonteGlobo Esporte

Cristãos têm sido executados no Sudão

O pediatra Sergio Cabral cuida das crianças no Sudão 2008 (Foto: Arquivo pessoal)

Muitos cristãos têm sido mortos no Sudão, no que parece ser uma tentativa de eliminar o cristianismo do país




As Forças Armadas Sudanesas (SAF) e a milícia islâmica aliada não estão distinguindo os combatentes e os civis nas batalhas territoriais no estado de Kodorfan Sul e, segundo os cristãos, isso se deve ao fato de que eles querem tirar o cristianismo da área.
Um cristão na área leste de Kadugli disse que conseguiu fugir das agentes de Inteligência da SAF depois de 18 dias preso dentro de sua própria casa. Ele relatou ter visto seis prisioneiros cristãos serem levados e um a um serem executados.
“Eles nos insultavam, dizendo que essa terra era islâmica e que nós não estávamos autorizados a viver nela”, disse ao Compass. “Eu os vi levarem meus irmãos em Cristo e matá-los na floresta, perto de onde nós fomos detidos.”
Esse cristão que fugiu pediu anonimato, pois é ex-muçulmano há 10 anos e estava marcado para ser morto no dia em que conseguiu fugir. Ele ainda está escondido, pois teme que a SAF possa encontrá-lo.
“Eu já estava marcado para morrer. Não estava mais preocupado com a minha segurança, pois, afinal, eu não dependia da misericórdia deles como eles pensavam, mas sabia que Deus estava no controle”, disse ele.
Ele acredita que, desde que o Sudão se dividiu, o governo islâmico tem como principal alvo os cristãos e, como principal objetivo, limpar o cristianismo de Kodorfan Sul, parte da estratégia de tornar o país em um estado puramente islâmico.
“Esta perseguição é claramente planejada pelo governo islâmico”, disse ele. “Minha vida está correndo grande perigo, pois eles ainda estão procurando por mim. Eu posso ser preso a qualquer momento ou até mesmo morto.”
Outros cristãos que fugiram da área dizem que muitos foram mortos e igrejas foram queimadas pela SAF e pelas milícias islâmicas.
As leis no Sudão e as políticas estão todas a favor do Islã. A sharia (lei islâmica) faz com que as garantias e direitos à cidadania dependam da religião, fazendo com que aqueles que não são muçulmanos sejam considerados cidadãos de segunda classe, sem acesso a todos os direitos.
FonteCompass Direct
TraduçãoLucas Gregório
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